Professor que orientou equipe teresinense vencedora do desafio de Satelites na SNCT do MCTI é membro efetivo da GSS

Estudantes do Programa Cidade Olímpica Educacional sobem ao 1° lugar do pódio no desafio de Satélites artificiais do MCTI na categoria Ensino Fundamenal II .

Os alunos do COE trouxeram para Teresina uma premiação inédita e relevante do ponto de vista científico e social.

Fonte: Programa Cidade Olímpica Educacional.

A equipe Cidade Olímpica Educacional liderada pelo professor Edwar Dávila Montenegro que é membro fundador da Graviton Scientific Society, voou alto e conquistou o primeiro lugar geral na modalidade Satélites e Inteligência Artificial – categoria Ensino Fundamental II. O feito se deu durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, evento que aconteceu entre os dias 19 e 23 deste mês e contou com a participação de 114 equipes de todo o Brasil, inscritas nas modalidades: satélites artificiais, Arte Espacial e Aplicação de Satelites.
A equipe liderada pelo professor Edwar, desenvolveu um projeto que propõe o uso de CubeSat’s e uma Inteligência Artificial para gerenciar e processar a base de dados de observações dos satelites com o intuito de localizar queimadas e desmatamento ilegal ao longo do território brasileiro.

O projeto venceu o desafio proposto pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, galgando o primeiro lugar entre todas as equipes do Brasil.
“Esse resultado alcançado por nossa equipe, além de ser um feito inédito, é de suma importância para a Ciência em nossa cidade e no Brasil de modo geral, dada a relevância da temática abordada como também por inserir o segmento jovem de Ensino Fundamental nesse circuito da pesquisa científica” – Pontua Edwar Dávila.


E os resultados conseguidos por alunos de escolas da Prefeitura de Teresina não param por aí, na categoria Arte Espacial, com um Conto de ficção Científica, a equipe de Língua Portuguesa do Programa Cidade Olímpica Educacional, conquistou o 3º lugar. Orientados pelos professores José Orlando e Carlos André, os alunos responderam ao desafio de criar um conto narrando histórias sobre transformações climáticas na cidade e os efeitos dessas transformações.
As equipes participantes da competição destacam o apoio recebido dos professores e colegas durante a jornada – “Sou muito grata pelo apoio do professor Edwar, e estou muito feliz com o resultado”. – destacou Maria Eduarda, integrante da equipe vencedora do desafio.

Texto escrito pelo Prof. Carlos André – Programa Cidade Olímpica Educacional

Fonte: MCTI

Evento organizado pela Graviton Scientific Society contará com a participação do Presidente da Agência Espacial Brasileira.

Evento organizado pela Graviton Scientific Society contará com a participação do Presidente da Agência Espacial Brasileira.

A Semana Mundial do Espaço acontece anualmente entre os dias 4 e 10 de Outubro. Qual seria o motivo por trás de uma comemoração a uma Semana Mundial do Espaço? Primeiramente, se trata de uma celebração internacional relacionadas às contribuições da ciência e da tecnologia espacial para o melhoramento da condição humana. A Semana Mundial do Espaço também é um momento na qual temos em todo o mundo diversos eventos e programas educacionais, todos relacionados ao espaço.

As datas destinadas à Semana Mundial do Espaço, qual seja, 4 a 10 de Outubro, são uma lembrança de alguns acontecimentos marcantes da era espacial. No dia 4 de Outubro de 1957 foi lançado o Sputinik I – o primeiro satélite terrestre construído pelo homem. O Tratado de Exploração Pacífica do Espaço foi assinado pelos estados membros da ONU no dia 10 de Outubro de 1967.

O Tratado de Exploração Pacífica do Espaço, acima citado, define o espaço como uma fronteira humana cuja exploração deve ser uma avenida para a cooperação internacional. Dentre outras coisas, o Tratado afirma que:

  • As nações não podem fazer reivindicações territoriais sobre o espaço sideral.
  • A Lua e outros corpos celestes serão usados ​​exclusivamente para fins pacíficos.
  • Os astronautas são os enviados de toda a humanidade.
  • Os países são responsáveis ​​por suas atividades espaciais nacionais, quer sejam realizadas por entidades governamentais ou não governamentais.
  • Os países são responsáveis ​​pelos danos causados ​​por seus objetos espaciais.
  • Os países devem evitar a contaminação nociva do espaço e dos corpos celestes.

Neste ano de 2020 não poderia ser diferente. A Semana Mundial do Espaço ocorrerá, embora estejamos enfrentando uma crise sanitária que nos priva de atividades presenciais.

A Gráviton Scientific Society (GSS), mantendo a tradição de sempre estar à frente no que diz respeito, a divulgação, organização e realização de eventos científicos, será pela segunda vez responsável pela organização deste evento, por conta do distanciamento social, este ano será 100% online. Veja a programação logo abaixo. Um dos momentos mais esperados desta Semana Mundial do Espaço 2020 é a palestra de Carlos Augusto Teixeira de Moura – Presidente da Agência Espacial Brasileira.

Outros destaques da programação são: uma palestra com o prof. Marcelo Zurita membro da BRAMON e da Sociedade Paraibana de Astronomia. Um bate-papo sobre antrofotografia com Aluisio Andrade, membro da GSS. Minicurso de Introdução à Astronomia com Irapuan Filho membro da GSS, Palestra sobre o projeto Observatório Itinerante com o prof. Jussiê Soares, membro da GSS. Além de outras atrações. A GSS tem o orgulho de organizar este evento e todos estão convidados a acompanhar no conforto de seus lares.

Os participantes que assistirem a 70% da programação terão direito a um certificado com carga horária de 20.h.

LINK DO EVENTO:

https://youtu.be/iIMbvCbEVy0

Fontes:

https://share.america.gov/pt-br/owns-moon-doon-day-america/

À procura do cometa Neowise no céu de Teresina

Uma equipe da Graviton Scientific Society consegue observar com exito o cometa Neowise em 22/07/2020.

CONSTRUÇÃO DA CIÊNCIA A PARTIR DE OBSERVAÇÕES CUIDADOSAS

Contemplar a natureza sempre é um evento ímpar. Presenciar as leis da Física em ação nos faz agradecer o trabalho de pensadores e cientistas ao longo dos séculos.

Aristarco de Samos, astrônomo e matemático grego, por volta do século III a. C., conseguiu determinar o tamanho da Lua a partir da sombra da Terra na Lua, durante um eclipse lunar.

Os físicos Gilson Silva e Francisco Peixoto durante a observação do cometa Neowise. Créditos: Graviton Scientific Society

Tycho Brahe, astrônomo dinamarquês, construiu o melhor observatório da era pré-telescópica e fez diversas observações astronômicas anotando dados em tabelas. Dados estes extremamente precisos para observações sem qualquer instrumento óptico.

Johanes Kepler, matemático alemão, contemporâneo de Tycho Brahe, com uma habilidade matemática fora do comum e a partir das tabelas de Tycho Brahe consegue deduzirt as leis dos movimentos planetários, hoje conhecidas como as Leis de Kepler. Estes são alguns exemplos de como a Ciência é construída ao longo dos séculos.

EQUIPE DA GSS CONSEGUE OBSERVAR O COMETA NEOWISE

Realizamos a observação na tarde do dia 22 de julho. Iniciamos a montagem do telescópio as 17h: 30 min. Em uma região aberta do aeroporto internacional de Teresina sobre prévia autorização da direção do referido aeroporto e seguindo todas as recomendações das autoridades sanitárias e da Organização Mundial De Saúde no que diz respeito à pandemia da Covid 19.


Os físicos Francisco Peixoto e Edward Montenegro durante a observação do cometa Neowise. Créditos: Graviton Scientific Society

Com o propósito de evitar aglomerações, apenas três integrantes de nossa equipe estiveram presentes nesta observação, todos utilizando máscaras e respeitando o distanciamento social e com o telescópio adequadamente higienizado.

No geral tratou-se de uma atividade das mais desafiadoras que temos notícia. A região da cidade de Teresina, nesta época do ano, não dispõe de um céu propício para observação em virtude de queimadas muito frequentes. Tentamos sem sucesso até as 19 horas, algumas nuvens bloqueavam parte da região do céu no qual o cometa estaria passando. Ainda outro fator nos atrapalhou nesta observação foi o fato de o cometa está passando quase que na linha do horizonte e após o horário das 19 horas as luzes da cidade atrapalhavam nossa observação.

Foto do cometa Neowise. A foto foi feita com um Smartphone a partir da ocular de um telescópio de 90 mm
Créditos: Graviton Scientific Society

Mas compreendemos que atividades científicas de fato tem suas características e dificuldades inerentes, que de certa forma estamos acostumados a lidar. Nossa intenção seria conseguir fotos do cometa a partir da lente ocular do telescópio refrator de 90 milímetros de abertura a partir da câmera de um telefone celular de um de nossos integrantes.

Para nossa felicidade conseguimos visualizar o referido cometa por volta das 19:15. No entanto, por seu fraco brilho e por conta da poluição luminosa não conseguimos tirar a foto que desejávamos. Nós até conseguimos uma foto, mas esta não ficou nítida. No entanto, nossa equipe (Gráviton Scientific Society) não desiste assim tão fácil, continuaremos à caça do cometa nos próximos dias, mesmo sabendo que a cada dia a sua visualização ficará cada vez mais difícil, pois o cometa já está em seu caminho de volta, portanto afastando-se cada vez mais do Sol. Continuaremos tentando até o dia 30 de Julho, que é a previsão de visualização do cometa a partir de nosso planeta.

Francisco Peixoto, membro da Gráviton Scientific Society desde sua fundação no ano de 2014 relata acerca da observação do cometa N:

“A Lua estava com muito boa visibilidade e seguindo orientações repassadas pelos outros membros da GSS, após uma certa insistência… Edward (com sua habilidade admirável) conseguiu visualizar, confirmamos eu e Gilson que a imagem correspondia a algo diferente de tudo que já observamos, com cuidado e a configuração certa do celular consegui fotografar. Busquei as fotos que tinha recebido ontem e ao comparar na mesma proporção…. tive certeza que conseguimos, visualizamos e fotografamos o COMETA, desmontamos o esquipamento e ao verificar os comentários de outros que buscavam a observação e fotos, comemoramos nossos esforços foram recompensados!”

A Gráviton Scientific Society compartilha e incentiva trabalhos colaborativos para o progresso da Ciência. Desta forma se constrói o conhecimento científico, tijolinho por tijolinho, geração após geração.

O dia 22 de Julho de 2020 ficará marcado na história de nossa Sociedade Científica pela tentativa, com sucesso, de observar a passagem do cometa Neowise.

Para saber mais detalhes sobre o cometa Neowise leia a matéria produzida em nosso site neste link https://gss1.org/site/?p=1011.

Após estes resultados, finalizamos as observações no horário das 19:40 já ansiosos por futuras observações e ainda aguardando a oportunidade contemplarmos a natureza em seu mais puro esplendor.

REFERÊNCIAS

http://plato.if.usp.br/1-2003/fmt0405d/apostila/helen8/node16.html
https://jornal.usp.br/atualidades/tycho-brahe-revolucionou-a-astronomia-muito-antes-do-telescopio/
https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/noticia/2020/01/quem-foi-johannes-kepler-um-dos-astronomos-mais-importantes-da-historia.html

51 ANOS DA PRIMEIRA VIAGEM DO HOMEM À LUA

Os primeiros homens a pisar na Lua foram os astronautas americanos Neil Armstrong (falecido em 2012) e Edwin “Buzz” Aldrin (nascido em 1930 e ainda vivo e já com 90 anos de idade). Armstrong, o primeiro a pisar em solo lunar, foi um engenheiro aeroespacial, aviador naval, piloto de teste, astronauta e professor. Ao passo que Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua, é um engenheiro mecânico, piloto e astronauta e também foi piloto do módulo lunar da missão Apollo 11.


Buzz Aldrin e Neil Armstrong. Créditos da foto: NASA PRNewsFoto/The Project Management Institute NYC Chapter/AP Images

Um dos momentos mais marcantes desta missão espacial em direção ao nosso satélite natural foi a frase proferida por Armstrong ao pisar na Lua pela primeira vez: ”Esse é um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”.

Três anos antes, em 1966, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA), conduz a primeira missão não tripulada da Apollo com o propósito de testar a integridade estrutural da combinação proposta de veículo de lançamento e espaçonave. No entanto, projetos desta envergadura estão sujeitos a problemas e imprevistos. Um ano após o teste de integridade feito pela NASA aconteceu um grave acidente, na verdade uma tragédia, quando em um teste tripulado ocorrido no Centro Espacial do Cabo Canaveral, Flórida, um incêndio eclodiu vitimando três astronautas.

HISTÓRICO DAS MISSÕES APOLLO

Apesar desta nota triste, a NASA e seus milhares de funcionários seguiram em frente neste projeto de envio do homem à Lua. Vejam abaixo um resumo das missões que antecederam o objetivo principal:

– Outubro de 1968: Apollo 7 foi a primeira missão tripulada da Apollo. Esta orbitou a Terra testando com sucesso muitos dos sistemas sofisticados necessários para conduzir uma jornada e pouso na Lua;

Créditos: https://www.nasa.gov/feature/apollo-7-launched-as-race-to-moon-reached-final-stretch/

– Dezembro de 1968: Apollo 8 levou e trouxe de volta três astronautas para o lado escuro da Lua

Créditos: https://www.smithsonianmag.com/smithsonian-institution/how-apollo-8-saved-1968-180970991/

– Março de 1969: Apollo 9 testa o módulo lunar pela primeira vez na órbita da Terra.

Créditos: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Apollo_9_lem_module.jpg

– Maio de 1969: Apollo 10 leva a primeira sonda Apollo completa ao redor da Lua para a missão de pouso programada para o mês de Julho do mesmo ano.

Créditos: https://www.businessinsider.com/nasa-apollo-10-crew-recording-of-music-on-the-dark-side-of-moon-2016-2

20/07/1969 – Missão APOLLO 11, a missão que entrou para a história.

Créditos: https://www.mdig.com.br/index.php?itemid=46195

A CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA DA VIAGEM DO HOMEM À LUA

Houve de fato uma contribuição brasileira neste projeto histórico da ida do homem à Lua. Segundo a revista Galileu, a água que os astronautas tomaram na missão veio de uma fonte localizada na cidade de Lindóia, interior do estado de São Paulo. Os motivos pelos quais esta água foi escolhida foram, entre outras, a baixa acidez, o rápido grau de absorção pelo organismo e seu elevado poder diurético. Ainda outro fato interessante é que a empresa que comercializou está água da fonte da cidade de Lindóia, ficou famosa por conta da cientista Marie Curie, que visitou as instalações no ano de 1926 quando esteve no Brasil. Acredita-se que a NASA a escolheu por suas reconhecidas qualidades terapêuticas.

Às vezes nem imaginamos todos os preparativos e as dificuldades inerentes a uma missão espacial desta natureza. Vivemos de fato em uma época ímpar, na qual podemos contemplar os resultados de estudos científicos que nos conduzem a novas descobertas.

O ser humano é, por natureza, curioso. Queremos compreender tudo o que acontece à nossa volta e também queremos saber os porquês. Graças à ciência construída ao longo dos últimos séculos por mentes brilhantes e curiosas podemos avançar em busca de mais conhecimentos. Como diria Carl Sagan, “A ciência é um empreendimento coletivo”.

REFERÊNCIAS

https://www.history.com/topics/space-exploration/moon-landing-1969 Acesso em: 20/07/2020.

https://www.britannica.com/biography/Buzz-Aldrin Acesso em: 20/07/2020.

https://escola.britannica.com.br/artigo/Neil-Armstrong/480666 Acesso em: 20/07/2020.

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2019/07/agua-que-astronautas-beberam-na-missao-apollo-11-era-do-brasil-conheca-historia.html Acesso em: 20/07/2020.

https://www.mdig.com.br/index.php?itemid=46195 Acesso em: 20/07/2020.

https://www.businessinsider.com/nasa-apollo-10-crew-recording-of-music-on-the-dark-side-of-moon-2016-2 Acesso em: 20/07/2020.

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Apollo_9_lem_module.jpg Acesso em: 20/07/2020.

https://www.smithsonianmag.com/smithsonian-institution/how-apollo-8-saved-1968-180970991/ Acesso em: 20/07/2020.

https://www.nasa.gov/feature/apollo-7-launched-as-race-to-moon-reached-final-stretch/ Acesso em: 20/07/2020.

GRAVITON MARCA PRESENÇA NA OBSERVAÇÃO DO ECLIPSE PARCIAL DA LUA

O GRAVITON SCIENTIFIC SOCIETY – GSS, marcou presença no último eclipse lunar parcial, ocorrido no dia 16 de julho de 2019. As observações ocorreram no Parque da Cidadania, em Teresina, Piauí, com a presença de alguns dos membros do GSS (Edwar, Gilson, Peixoto, Jussiê, dentre outros), além de professores do projeto Cidade Olímpica, bem como do Professor Alberto, do Observatório Nacional. Foi maciça a presença da população, em mais uma ação do GSS, no sentido de difundir e popularizar a ciência.

ECLIPSE PARCIAL DA LUA – FOTO: g1.com

O Trânsito de Mercúrio.

Em Astronomia, denominamos “Trânsito Planetário” ao fenômeno no qual um planeta passa “na frente” de um outro corpo celeste, segundo o ponto de vista de um determinado observador. Uma situação particularmente interessante ocorre quando um Planeta passa “na frente” do Sol. Somos capazes de observar o trânsito dos Planetas Interiores (Mercúrio e Vênus) pela nossa estrela, o Sol.

Sistema Solar: Mercúrio e Vênus são os dois planetas mais próximos do Sol, seguidos pela Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, nesta ordem.

 

O primeiro registro do trânsito de um planeta pelo Sol data de 1631, realizado pelo astrônomo francês Pierre Gassendi ( 1592-1655), que observou  Mercúrio transitar pela nossa estrela. O próprio Gassendi teve a oportunidade de ser também o primeiro a observar o trânsito de Vênus, que naquele ano ocorrera alguns meses depois, no entanto, condições climáticas desfavoráveis impediram o feito, conseguido apenas em 1639 por Jerimiah Horrocks e William Crabtree.

Um caso mais raro de trânsito é aquele no qual um planeta passa na “frente” de outro. O próximo evento deste tipo está previsto para o dia 22 de novembro de 2065, quando Vênus “transitará” por Júpiter (já sendo estraga prazeres, este fenômeno astronômico ocorrerá muito próximo do Sol, segundo visto da Terra, de modo que sua observação será muito difícil).

Em 3 de junho de 2014, o Rover Curiosity , nosso embaixador em solo marciano, observou pela primeira vez o trânsito de um planeta (de novo Mercúrio) a partir da superfície de um outro planeta que não a Terra. Pode-se assistir a um pequeno vídeo gravado pelo próprio Curiosity no site http://www.iflscience.com/space/curiosity-observes-first-transit-another-world (Acesso em 06/05/2016).

No trânsito, o corpo que está mais próximo é muito menor do que aquele que está mais distante (Mercúrio e Sol ou Vênus e Sol, por exemplo), o inverso do Trânsito é o fenômeno da “Ocultação”, quando o corpo mais próximo é muito maior do que aquele que se encontra mais distante.A seguir temos representado um sistema com uma estrela e um planeta orbitando-a (também serviria se fosse um planeta e um satélite, por exemplo), onde ficam claros os dois fenômenos, o Trânsito, quando o planeta passa na frente da estrela e a ocultação, quando o planeta passa “atrás” da estrela.

Trânsito e ocultação.

No próximo dia 09, seremos presenteados mais uma vez com o Trânsito do planeta Mercúrio pelo Sol, tal como observado por Gassendi. Além de ser um belo espetáculo, teremos uma ótima oportunidade para perceber o gigantismo de nossa estrela, já que Mércurio tem diâmetro de aproximadamente 4900 km e, no entanto, parecerá apenas um pontinho em comparação com o Sol.

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Trânsito de Mercúrio em 10 de novembro de 1973

Mais informações:

http://inspirehep.net/record/842679/plots

https://en.wikipedia.org/wiki/Pierre_Gassendi

https://en.wikipedia.org/wiki/Transit_(astronomy)

http://www.iflscience.com/space/curiosity-observes-first-transit-another-world

Sobre o autor do texto

pp (1)
Professor Irapuan Filho
IFMA-Campus Codó\SEEDUC-MA\GSS\CAC- Clube de Astronomia de Codó

 

 

 

 

 

Observação do trânsito de Mercúrio em Teresina-PI

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No dia 09 de Maio de 2016, acontecerá um “trânsito de Mercúrio”, este é o nome dado a um fenômeno celeste, que acontece quando mercúrio passa entre a Terra e o Sol, neste acontecimento visto da Terra, mercúrio parece um pequeno ponto escuro movendo-se pelo disco solar. Esse evento é relativamente raro, no século XX, a partir do território brasileiro, foi possível vermos seis trânsitos de Mercúrio e extraordinariamente, no século XXI, veremos treze. Em Teresina, será a primeira vez na historia que é disponibilizado uma equipe para tal observação.

Nesta oportunidade, a equipe do projeto “De Olho no Céu de Teresina” (IFPI, GSS, THC) acompanhará este evento em um posto de observação montado na Av. Frei Serafim (em frente ao supermercado Bom Preço). O Evento será gratuito e aberto ao publico em geral, e acontecerá dia 09 de Maio de 2016, das 09 horas  às 16 horas. Para maiores informações acompanhe a pagina do evento no Facebook

Mercúrio aparece na forma de um ponto relativamente próximo ao centro do disco solar, em 8 de novembro de 2006. Fonte: Wikipedia.org

Teresina é representado em Encontro de Física e Astronomia da UFSC

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João Evangelista Steiner e Edward Montenegro

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Edward Montenegro, falando do projeto “De olho no céu de Teresina”, durante seminário na UFSC

O estudante Edwar Montenegro, do curso de Licenciatura em Física do Campus Teresina Central e atual presidente de GSS, foi destaque no IV Encontro de Física e Astronomia, ocorrido de 22 a 26 de fevereiro, no Campus Florianópolis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Com a orientação do professor do IFPI-Teresina Central, Ayrton Vasconcelos Lima, Montenegro apresentou o seminário “A Observação Astronômica como Ferramenta Motivadora para o Ensino-Aprendizagem em Física”. Ele foi o único estudante da graduação a apresentar trabalho na categoria seminários.

O interesse dos participantes do evento sobre o trabalho se deu devido à forma simples como é feita a abordagem do estudo de física, utilizando o céu como laboratório para observar e discutir alguns fenômenos e leis da física. Edwar fundamentou seu estudo nas experiências realizadas no projeto “De Olho no Céu de Teresina” desenvolvido no Campus Teresina Central.

 

Fonte: IFPI

Celebremos hoje o International Darwin Day

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Hoje todos estamos celebrando o Dia internacional de Darwin, cujo objetivo é inspirar as pessoas para refletir sobre suas contribuições para a Ciência. Darwin, desde que publicou seu livro “A origem das espécies” tem sido o foco das comemorações e homenagens por cientistas, livres pensadores e amantes da ciência. Sua descoberta da seleção natural como mecanismo para a evolução do progresso científico, se desprendeu das garras das limitações teológicas e abriu o caminho para uma compreensão mais completa do nosso lugar no universo. Suas representações ousadas da evolução Darwiniana através de variação genética e seleção natural, possibilitaram ao longo dos últimos 200 anos as maiores realizações nas áreas da saúde, filosofia e bem-estar humano. E também têm elucidado inúmeras contribuições nos dias atuais para a Ciência. Darwin, com toda sua determinação, coragem intelectual e curiosidade, merece ser homenageado pela sua notável contribuição na biologia, cosmologia, e o processo científico em geral, ocasionando uma imensa vontade de compreender a vida moderna em todos nós.

Feliz Darwin Day!

Bióloga Thays Bentes

A GSS participa de atividades educativas na colônia de férias do Lagoas do Norte

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Voluntários da GSS, no projeto “Colonia de Ferias do Lagoas do Norte”

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Voluntários da GSS, no projeto “Colonia de Ferias do Lagoas do Norte”

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Voluntários da GSS, no projeto “Colonia de Ferias do Lagoas do Norte”

Férias também é época de aprender. E, na Colônia de Férias do Parque Lagoas do Norte, cerca de 300 crianças participam de diversas atividades educativas sem deixar as brincadeiras de lado.
Junto aos jogos recreativos, as crianças aprendem de tudo um pouco: como combater o Aedes aegypti, como funciona o aeroporto e os cuidados que aqueles que moram no entorno devem ter e astronomia. Na tarde de terça-feira (26), por exemplo, um grupo de crianças produziu seu próprio foguete e descobriu qual a sua utilidade.
A pequena Isadora da Silva, de oito anos, é uma das crianças que participam da colônia. Ela elenca o que aprendeu durante os primeiros dias de atividades: “Já sei como lança um foguete, como combater o mosquito da dengue. Estou gostando muito”, afirma. Ana Caroline Almeida, de nove anos, já dá uma aula para os amigos e familiares sobre como combater o Aedes aegypti. “Chego em casa e já conto sobre o que aprendi”, diz.
Os pais, que acompanham os filhos durante as atividades, apoiam a iniciativa da Colônia de Férias. “Está sendo muito legal a colônia, a forma como os assuntos são passados para as crianças. Todos os dias meu filho conta o que aprendeu e ensina um pouco também para todos”, conta Solange Gonçalo, mãe do garoto Kauã Santiago. Ela e o filho moram no Pedra Mole, zona Leste de Teresina, e se deslocam para o Parque Lagoas do Norte.
A GSS teve uma participação especial durante o evento com uma oficina de foguetes construídos com garrafas pet e outros materiais recicláveis.
FONTE: PMT